São João Paulo II: o papa que ajudou a mudar a história da Europa
Primeiro papa não-italiano em mais de 450 anos, sobrevivente de um atentado, João Paulo II se tornou um dos líderes religiosos mais influentes do século XX.
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Karol Józef Wojtyła nasceu em 1920, na Polônia, e viveu a juventude sob duas das maiores tragédias do século XX: a ocupação nazista, durante a qual chegou a trabalhar em fábricas e pedreiras para escapar da deportação, e depois o regime comunista que dominou o país no pós-guerra. Ordenado padre em 1946, seguiu uma trajetória acadêmica e pastoral na Igreja polonesa até ser eleito Papa em 1978 -- tornando-se o primeiro pontífice não-italiano em mais de 450 anos, adotando o nome de João Paulo II.
Um papa que sobreviveu a um atentado
Em 13 de maio de 1981, João Paulo II foi baleado na Praça de São Pedro, em Roma, por um atirador turco, e sobreviveu por pouco a ferimentos graves. Anos depois, atribuiu sua sobrevivência à intercessão de Nossa Senhora de Fátima -- justamente no aniversário da primeira aparição -- e fez questão de visitar pessoalmente, na prisão, o homem que tentara matá-lo, perdoando-o publicamente.
Papel na queda do comunismo
Historiadores e líderes políticos da época reconhecem amplamente o papel de João Paulo II no enfraquecimento dos regimes comunistas do Leste Europeu, especialmente em sua Polônia natal -- suas visitas ao país e seu apoio moral ao movimento sindical Solidariedade são frequentemente citados como fatores que contribuíram para a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o fim da Guerra Fria que se seguiu.
O papa viajante
Ao longo de quase 27 anos de pontificado -- um dos mais longos da história -- visitou mais de 120 países, um número sem precedentes até então, o que lhe rendeu o apelido de "papa viajante". Morreu em 2005, foi beatificado em 2011 pelo Papa Bento XVI e canonizado em 2014 pelo Papa Francisco, na mesma cerimônia que canonizou o Papa João XXIII.
A força de um papa que marcou o século XX
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