Francisco e Jacinta: os pastorinhos que viram Nossa Senhora em Fátima
Duas crianças portuguesas, mortas ainda na infância, se tornaram os santos não-mártires mais jovens da história da Igreja Católica.
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Já contamos aqui a história de Nossa Senhora Aparecida, mas o Brasil não é o único país com uma aparição mariana que marcou profundamente a fé católica. Em 1917, em Fátima, Portugal, três crianças pastoras -- os irmãos Francisco e Jacinta Marto, e a prima deles, Lúcia dos Santos -- afirmaram ter visto Nossa Senhora em seis aparições sucessivas, entre maio e outubro daquele ano.
Duas crianças, uma missão de oração
Segundo o relato dos três pastorinhos, Nossa Senhora pediu que rezassem o terço todos os dias pela paz do mundo e fizessem sacrifícios pelos pecadores -- um pedido que as crianças levaram a sério com uma seriedade impressionante para a idade que tinham (Francisco tinha 9 anos; Jacinta, 7). Pouco tempo depois, ambos contraíram a gripe espanhola, pandemia que matou milhões de pessoas ao redor do mundo entre 1918 e 1920. Francisco morreu em 1919, aos 10 anos; Jacinta, em 1920, aos 9.
Os santos mais jovens não-mártires da história
Em 2017, no mesmo ano do centenário das aparições, o Papa Francisco canonizou Francisco e Jacinta -- tornando-os os santos não-mártires mais jovens já reconhecidos pela Igreja Católica (crianças que morreram mártires, matadas por causa da fé, já haviam sido canonizadas antes, mas nenhuma que tenha morrido de causas naturais tão jovem). Lúcia, a prima mais velha, viveu muito mais tempo -- tornou-se freira carmelita e faleceu em 2005, aos 97 anos; seu processo de beatificação segue em andamento.
Uma pequena aparição num campo de Portugal, sustentada pela fé simples de duas crianças, que se tornou uma das devoções marianas mais fortes do mundo católico.
A fé simples de uma criança
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